RITA LEE & TUTTI FRUTTI

Em 1973, Rita resolve formar uma banda de rock, desistindo da fase acústica. A idéia inicial era dela fazer parte de um grupo, mas André Midani, o então big boss da gravadora de Rita, a Philips, vetou o projeto, pois queria que o nome dela se destacasse do do grupo. Assim nascia o Rita Lee & Tutti Frutti. De 15 de agosto a 16 de setembro de 73, Rita estréia com seu grupo no teatro Ruth Escobar: Lúcia Turnbull e Luís Sérgio Carlini nas guitarras, Lee Marcucci no contrabaixo e Emilson Colantonio na bateria.

Entraram no estúdio no fim de 1973 e começaram a gravar o que seria o primeiro disco do Tutti-Frutti. Registraram ‘Mamãe Natureza’, ‘Minha Fama de Mau’, ‘E Você Ainda Duvida?/Tutti Frutti’, ‘Bad Trip’, entre outras. A gravadora não ficou satisfeita nem com o material, nem com a performance do baterista. Resultado: o disco permanece inédito até hoje nos arquivos da Phillips e foram convocados Paulinho e Mamão para novas bases de bateria para o LP "Atrás do Porto tem uma Cidade", lançado em junho de 74 enquanto o grupo saía em turnê. ‘Mamãe Natureza’, ‘Minha Fama de Mau’, ‘E Você Ainda Duvida?/Tutti Frutti’ destas primeiras sessões só veriam a luz do dia em um suposto disco ‘ao vivo’ gravado durante o Hollywood Rock de 1975, juntamente com Raul Seixas, O Peso, etc. Ao final da turnê de 74, o grupo gravou mais algumas novas composições nos estúdios da Philips, entre elas ‘Gente Fina É Outra Coisa’, que chega a ser cogitada para, juntamente com ‘Mamãe Natureza’, ser lançada em um compacto simples, mas a idéia foi abortada pela gravadora.

Em 1975, nova gravadora e mudanças na formação: sai Turnbull das guitarras e entra Franklin Paolillo na bateria, além de Não completouCom essa formação lançam o LP "Fruto Proibido", que contém o mega hit "Ovelha Negra", lançada também em compacto duplo juntamente com "Lá Vou Eu", "Caçador de Aventuras" e "Status".

Em agosto de 76, enquanto o disco "Entradas e Bandeiras" estava sendo lançado Rita foi presa em sua casa na Rua Pelotas, em São Paulo, acusada de porte de drogas. Se a apreensão de maconha forjada pela polícia era criar uma imagem negativa da Rita o resultado final foi completamente o contrário: "Entradas e Bandeiras" que, nas palavras de Rita, era "um disco fraquinho" vendeu horrores e trouxe ao mundo canções como "Coisas da Vida". Neste mesmo ano foi lançada em compacto "Arrombou a Festa", parceria de Rita com Paulo Coelho, uma sátira à Música Popular Brasileira da época, sucesso estrondoso. Na capa, Rita aparece vestida de presidiária.

O conjunto passou por algumas transformações até 1977, como, por exemplo Sergio Della Mônica na bateria, quando fez seus últimos trabalhos com Rita, como o show / disco "Refestança", que Rita fez com Gilberto Gil entre outubro de novembro do mesmo ano e ainda a gravação do álbum "Babilônia", lançado em 1978. Neste álbum são lançadas músicas como "Jardins da Babilônia", "Miss Brasil 2000", "Eu e Meu Gato" e "Disco Voador", sendo esta última a primeira composição da dupla Rita Lee e Roberto de Carvalho.